A segunda onda na certificação digital

O mercado se prepara para utilizar a infraestrutura da Certificação Digital na modernização das empresas, em utilizações muito além das obrigações com o governo e que podem aumentar a produtividade e eliminar custos

O segmento da certificação digital, que numa primeira onda ficou atrelado ao cumprimento de obrigações com o governo, se prepara agora para uma nova fase, de grande expansão.

Maurício Balassiano

“Estamos vivemos num mundo movido pela novidade das tecnologias e o certificado digital, que é a identidade digital de pessoas jurídicas, é também, cada vez mais, das pessoas físicas”, afirma Maurício Balassiano, diretor de Certificação Digital da Serasa Experian. “Há tempos entendemos que é muito interessante o caminho da assinatura digital e do uso do certificado por parte das empresas, não só para cumprir essas obrigações, mas para uso em diversas tarefas do dia a dia”, acrescenta o executivo.

Segundo ele, a partir da utilização da assinatura digital que o certificado digital permite, é possível implantar uma nova cultura empresarial. “Desde o controle de acesso na entrada da empresa, à manipulação de estoques, relacionamento com fornecedores e clientes, tudo pode ser feito de forma segura e sem o uso de documentos físicos. Planejamento, gestão financeira, contratos. De um complicado plano estratégico ao simples envio de um email, tudo pode passar a ser regulado pela Certificação Digital, com rastreamento do autor ou autores das ações.”

Ainda de acordo com o diretor da Serasa Experian, a convergência do mundo real com o digital é inevitável. Ele lembra que nos últimos quinze anos o setor emitiu em torno de 10 milhões de certificados digitais válidos.

“Agora, estamos prontos para entrar em um novo patamar, sair das aplicações públicas e entrar em novas fronteiras, ajudando as empresas e as pessoas físicas, e não só os contadores, a dar uma conotação positiva a esta ferramenta”, enfatiza. “Nesse sentido, a ampliação do uso do smartphone fomenta um choque cotidiano na maneira de fazer as coisas e os negócios.”

Um bom exemplo nesse sentido, destacou Balassiano, se deu no Poder Judiciário.

“No início da Certificação Digital, há mais de uma década, era preciso explicar muito como funcionava o sistema. Hoje, é inconcebível que um juiz, promotor ou advogado ignore a forma de atuar no meio virtual. Outro segmento que tem crescido nesse sentido é o voltado aos profissionais da saúde. Com a adoção dos prontuários eletrônicos, que permitem acompanhar todo o histórico do paciente, tratamentos e medicações. Todos estão atuando de forma mais segura, rápida e prática”, ressalta.

Um ponto destacado por ele se dá a partir deste mês, julho, quando o eSocial será exigido a um rol de milhões de empresas. “Por que não aproveitar o momento e ampliar o uso, implantar uma ferramenta que permite reduzir custos e, o que é melhor, atuar em níveis de segurança altíssimos, que só a certificação digital permite?”, questiona o diretor da Serasa Experian. Na primeira fase, a certificação digital tornou os sistemas menos sujeitos às fraudes, facilitou envio de relatórios, o pagamento de tributos, entre outras coisas. Aos poucos, novas funções estão sendo agregadas.

Conforme Balassiano, o controle que pode ser implantado com a ajuda do Certificado Digital permite eliminar gargalos e desperdícios; acaba a necessidade de se manter arquivos físicos e espaços para a guarda de documentos; elimina-se o deslocamento e contratação de mensageiros para a assinatura de documentos e contratos, assim como a necessidade e o custo de cópias autenticadas e reconhecimento de firmas. “Mais que tudo isso, reduz-se a burocracia própria nos relacionamentos empresariais e públicos, a vida fica mais fácil e permite aos conglomerados a dedicação integral à atividade core”, acrescenta.

Segundo ele, neste mês a Serasa Experian está completando 50 anos de atuação como empresa especialista em lidar com dados, num ambiente totalmente seguro. “Falar em segurança chega a ser redundante, por nossa reputação, ao mesmo tempo que é um privilégio e uma grande vantagem em termos de relacionamento empresarial. Essa reputação é que nos move cada vez mais em buscar mecanismos corretos e seguros. Por isso passamos a oferecer esse pacote de ações para empresas que, como nós, estão dispostas a olhar para o futuro de outra forma. Os relacionamentos e a forma de produzir estão mudando e é preciso que haja a adequação a esse novo momento”.

[Ouça] Certforum 2018 apresentou a consolidação da Certificação Digital no Brasil

O Certforum apresentou aplicações maduras de alta relevância para diversos setores demonstrando a consolidação da Certificação Digital no Brasil.

Fonte: CryptoID

NFC-e será obrigatória para varejistas de Minas Gerais

A Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais – SEF-MG tornará obrigatória, a partir de julho, a emissão da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica – NFC-e, modelo 55, a todo comércio varejista no estado mineiro Com a substituição do cupom fiscal em papel, além de possibilitar o aprimoramento do controle fiscal pelas Administrações Tributárias, é esperado que também ocorra redução de custos e de obrigações aos contribuintes.

Para a emissão da NFC-e. a empresa precisa possuir certificado digital no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil, além de adquirir um programa emissor de NFC-e. Depois, deverá obter o Código de Segurança do Contribuinte – CSC, de conhecimento exclusivo do contribuinte e da Secretaria da Fazenda.

O certificado digital pode ser no formato A1, arquivo digital armazenado no computador, ou A3, dispositivo físico que pode ser do tipo smart card ou do tipo token. O documento é necessário em dois momentos no processo da geração da NFC-e. Primeiro, na assinatura digital do comprovante eletrônico, em que a certificação digital precisa conter o mesmo CNPJ do estabelecimento emitente ou de sua matriz; Por fim, na transmissão da nota para a Secretaria da Fazenda.

Fonte: ITI

Certificado ICP-Brasil pode ser utilizado para parcelamento de dívidas no Simples Nacional

A Receita Federal do Brasil – RFB publicou no Diário Oficial da União – DOU, no dia 04 de junho de 2018, aInstrução Normativa nº 1.808, que regulamenta o Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte Optantes pelo Simples Nacional – Pert-SN. A adesão ao programa deve ser realizada nos portais do e-CAC ou do Simples Nacional, em ambos, o certificado digital da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil pode ser utilizado para facilitar o acesso.

O Pert-SN permite que as dívidas apuradas na forma do Simples Nacional ou do Simples Nacional do Microempreendedor Individual – Simei, vencidas até 29 de dezembro de 2017, sejam renegociadas em condições especiais. Segundo a Receita, além da redução de litígios tributários, o Pert-SN objetiva proporcionar às micro e pequenas empresas e aos microempreendedores individuais melhores condições de enfrentarem a crise econômica por que passa o País, permitindo que voltem a gerar renda e empregos.

No âmbito da Receita Federal, a adesão ao Pert-SN poderá ser efetuada exclusivamente pelos Portais e-CAC ou Simples Nacional no período de 4 de junho a 9 de julho de 2018, quando o contribuinte deverá indicar os débitos que deseja incluir no Programa. O acesso com certificado ICP-Brasil ao programa pode ser realizado com certificado da pessoa jurídica, com o certificado de pessoa física do responsável pela pessoa jurídica ou por procuração para o portal e-CAC. Para mais informações acesse o Manual do PERT.

Fonte: ITI

eSocial reafirmará ainda mais a importância do Certificado Digital

Quando foi oficialmente instituída no Brasil, há pouco mais de 16 anos, a certificação digital, assim como toda novidade, causava grande perplexidade entre as empresas e outros agentes econômicos.

Como explicar a história de algoritmos e chaves criptografadas assimétricas, pública e privada, que se combinavam?

Julio Cosentino | Presidente da ANCD

Por Julio Cosentino

Ao longo do tempo, muito se tentou explicar, mas até por ser algo de fato bastante técnico, a melhor linguagem que se passou a usar e a que toda empresa entendeu imediatamente foi a que diz respeito à praticidade e economia que um Certificado Digital produz.

Hoje, com mais 7 milhões de certificados digitais válidos, a Certificação Digital tornou-se ferramenta indispensável para todos os que dela passaram a ter conhecimento.

A partir da sua utilização, passou a haver a desmaterialização de documentos que antes só se concebia por meio de papel. As notas fiscais se tornaram virtuais, os contratos passaram a ser assinados de qualquer parte do planeta, com a eliminação de deslocamentos e contratação de mensageiros. Não era mais preciso autenticar papéis nem reconhecer firmas. Tudo passou a ser bem mais dinâmico e moderno, como requer o mundo moderno.

O Judiciário, contadores, médicos, escolas e tantos outros profissionais e setores incorporaram ao dia a dia a Certificação Digital.

Neste momento, quando se aproxima a exigência do eSocial para a grande maioria das empresas – estima-se que em julho 20 milhões dessas companhias estarão obrigadas à declaração das informações trabalhistas por esse novo sistema – a tendência é se olhar apenas para a necessidade de um certificado digital válido com padrão ICP-Brasil.

Mas é preciso levar em conta que o eSocial, com certificado digital, produzirá uma economia desmedida de custos, eliminará a necessidade de apresentação de uma série de papéis e declarações adicionais que antes eram necessárias.

Outro aspecto importante que deve ser ressaltado foi a inclusão da biometria para a emissão dos Certificados Digitais. Toda vez que se emite ou se renova um Certificado, o titular, no caso o empresário responsável pela pessoa jurídica, é obrigado a fornecer, além de toda a documentação da empresa e sua, com foto, também os dados biométricos, o que só se faz de forma presencial.

Com isso se reduz a praticamente zero as possibilidades de fraudes, de manutenção de empresas fantasmas no mercado e se promove uma espécie de saneamento que considera como estabelecimento ativo e de fato apenas as empresas devidamente em dia com suas obrigações e interessadas em produzir e gerar empregos.

Quando se coloca tudo isso na ponta do lápis, fica fácil entender que se trata de um dos melhores investimentos que uma empresa pode fazer. Com ele se elimina não apenas um volume impressionante de obrigações e custos, se ganha tempo e também espaços físicos antes necessários para a guarda de arquivos em papel.

Com a entrada em vigor do eSocial todos verão que a vida se tornará ainda mais simples e, o que é melhor, mais confiável. Com informações mais precisas, se evita fraudes, perda de dados, o governo pode fazer suas estatísticas de maneira mais confiável, empregados passam a ter maior confiança de que seus dados estarão preservados e as empresas ganham em meio a esse novo ambiente com custos menores, menos horas trabalhadas, mais espaço para a atividade fim, entre outros benefícios.

Declarar o eSocial é dizer que o Brasil está entrando numa nova fase. Trata-se de um momento histórico em termos de modernidade.

Não é mais possível que haja duplicidade de informações, dubiedade de arquivos, comprovações por meio de papel. Esse cenário passou a ser obsoleto, permite a perda de dados, a fraude e não queremos mais esse tipo de ocorrência nas relações padrão-empregado-governo.

O novo formato irá, sem dúvida, simplificar e tornar mais seguras as informações e todas as pontas sentirão a diferença em muito pouco tempo.

 

*Julio Cosentino é presidente da Associação Nacional de Certificação Digital – ANCD

Fonte: CryptoID

5 pontos para entender o poder da criptomoeda Bitcoin

O “bitcoin” é um desses conceitos que todos conhecem, mas poucos sabem explicar com produndidade. Você sabe como essa criptomoeda é criada e como funciona?

 

Já faz um bom tempo que as criptomoedas mudaram a forma de administrar as transações eletrônicas. Nesse contexto, a bitcoin é cada vez mais popular e o seu valor é cada vez maior. No entanto, pouco a pouco, transformou-se em um desses conceitos que todos conhecem, mas poucos sabem explicar com profundidade. Você realmente sabe como a bitcoin é criado e como funciona?

A seguir, destacamos cinco perguntas e respostas para que você possa entender como esta criptomoeda funciona e por que tem revolucionado o mundo do dinheiro digital.

1. O que são as criptomonedas?

As criptomoedas são um tipo de moeda digital baseada na criptografia, pois usam esta técnica para regulamentar a geração de unidades monetárias e verificar a transferência de fundos, substituindo uma autoridade central.

Estão altamente relacionados com as matemáticas. Ao contrário das moedas tradicionais, que são impressas em forma de cédulas ou moedas e, geralmente, estão ligadas a bens físicos como o ouro. Uma criptomoneda é produzida pela resolução de problemas matemáticos baseados em criptografia.

2. O que é a bitcoin?

A bitcoin é a primeira criptomoeda descentralizada, ou seja, que não depende de nenhum governo ou instituição financeira para ter um valor no mercado.

A bitcoin foi criada em 2009 por Satoshi Nakamoto com o objetivo de realizar transações financeiras digitais entre pessoas sem a intervenção de um terceiro e que, além disso, pudesse ser segura, anônima e imediata em qualquer lugar do mundo.

Algumas das características mais importantes da bitcoins são:

  • Livre acesso: Qualquer pessoa pode ter uma bitcoin e participar da rede.
  • Transferências irreversíveis: Após serem realizadas, não podem ser desfeitas ou canceladas.
  • Anonimato: Não é necessária nenhuma identificação para participar da rede Bitcoin.
  • Controle total do dinheiro: Você pode usar o seu dinheiro livremente, sempre que quiser.
  • Código aberto: O código-fonte da Bitcoin sempre está disponível para todos.

3. Como as transações de bitcoins funcionam?

Embora a bitcoin não seja controlado por nenhum governo, pessoa ou instituiçãofinanceira, deve ter algo que lhe dá poder, confiabilidade e suporte. Para isso, milhões de pessoas (na realidade, computadores e servidores) são responsáveis ​​por manter a criptomoneda em funcionamento: verificam transações, possuem um registro comum de transações e fornecem segurança ao sistema.

Uma explicação muito simples do pesquisador Morgen E. Peck é pensar em bitcoin como um registro de contabilidade digital.

é um sistema protegido com criptografia, no qual todos usam as contas de todos

Imagine um grupo de pessoas em torno de uma mesa, cada uma na frente do seu laptop, e todos com acesso em tempo real ao mesmo registro contábil. Este registro leva em conta o número de bitcoins que cada um desses indivíduos tem em todos os momentos.

O saldo de cada conta é informação pública, e se um indivíduo deseja transferir fundos para quem estiver sentado a frente dele, deve anunciar essa transação para todos os que estão sentados na mesa. Uma vez anunciada a transação, todo o grupo a adiciona ao registro, para o qual é necessário que todos verifiquem a autenticidade da referida transação.

Em um sistema como este, a moeda não existe de forma física e, no entanto, um indivíduo não pode gastar mais de uma vez uma mesma moeda (caso tente realizar um duplo gasto será detectado e rejeitado por todos os outros).

A bitcoin funciona basicamente assim, exceto que os participantes sejam computadores distribuídos em uma red peer-to-peer global, e todas as transações possuam lugar entre endereços (carteiras) em vez de indivíduos, sem revelar quem são os respectivos proprietários.

A posse destes endereços é verificada através de certificados digitais baseados em algoritmos assimétricos, ou seja, através de um sistema de chave pública e chave privada.

Então, podemos dizer que a bitcoin é um sistema protegido com criptografia no qual todos usam as contas de todos.

4. O que é a mineração de bitcoins?

Minar bitcoins é o processo de investir capacidade de computação para processar transações, garantir a segurança da rede e conseguir com que todos os participantes estejam sincronizados.

O algoritmo bitcoin permite manter um registro coletivo de todas as transações através da rede. Este registro público e compartilhado entre todas as partes é conhecido como blockchain. Nesta cadeia, todas as transações são registradas com a data, hora, assinatura digital dos participantes e quantidade transferida.

No entanto, várias transações ocorrem ao mesmo tempo. Por isso, é necessário solicitar um pedido para manter o registro sincronizado e atualizado entre todos os pontos da rede. Para isso, cada vez que uma transação é produzida, todos os pontos da rede verificam se é viável e autêntica.

a mineração se torna algo difícil e requer maior poder de computação e tempo

A cada 10 minutos (aproximadamente), todos os pontos armazenam em um bloco as transações válidas recebidas. No entanto, nem todos os pontos adicionam estas transações no mesmo pedido, por isso, é necessário definir qual bloco será considerado como válido e adicionado ao registro (blockchain).

Para isso, todos os pontos da rede participam de um tipo de concurso. Consiste em encontrar o bloco que, adicionado a um número aleatório e aplicado a uma função criptográfica, resulte em um hash que cumpre com uma característica: ter uma certa quantidade de zeros à esquerda.

Uma vez que é impossível prever o resultado de uma função de hash, cada minerador deve calcular o hash para o seu bloco de transações somado ao número aleatório até que o resultado seja válido. A medida que aumenta o número de zeros requerido à esquerda para validar a informação, a dificuldade de encontrar um hash que atenda a esse requisito também aumenta.

Se pensarmos no funcionamento do blockchain, a mineração consiste em utilizar os recursos da CPU e da GPU para realizar esses cálculos matemáticos criptográficos, que consomem uma grande quantidade de processamento.

Cada vez que o cálculo de um bloco é resolvido e adicionado à cadeia, 12,5 bitcoins são distribuídos entre os mineiros que participaram na obtenção desse bloco. Desta forma, você obtém pontos motivados para trabalhar no processamento de transações e também introduzir novas moedas no mercado.

Embora o processo pareça simples, a criptomoneda é projetada de tal forma que a mineração se torna difícil e sua obtenção requer maior poder de computação e tempo.

5. Por que a bitcoin está relacionado com os cibercriminosos e o mercado negro?

A bitcoin hoje em dia pode ser usado para fazer compras exatamente como fazemos com o dinheiro comum. Por exemplo, você pode comprar passagens aéreas, eletrodomésticos, alimentos ou quase tudo que possa imaginar.

Além disso, é bastante útil para fazer transferências a qualquer lugar do mundo, sem ter que estar fazendo câmbio de divisas ou perdendo dinheiro em comissões para um intermediário.

Inclusive muitas empresas e organizações como Visa, Santander e até mesmo a Bolsa de Nova York têm investido em bitcoins e incentivam o seu uso.

Considerando o poder da bitcoin, onde as transações são anônimas e podem ser realizadas em qualquer parte do mundo, as atividades legais são facilitadas… mas também as ilegais.

Infelizmente, nos últimos anos, a bitcoin tornou-se muito popular como meio de pagamento para os resgates de ransomware e outros serviços no mercado negro.

No entanto, a finalidade da bitcoin não é facilitar as transações dos cibercriminosos, mas ser capaz de proporcionar à sociedade uma ferramenta segura e confiável para transferir dinheiro digital entre duas pessoas sem a necessidade de uma intervençãode terceiros.

Fonte: https://www.welivesecurity.com/br/2017/09/08/5-pontos-para-entender-o-poder-da-criptomoeda-bitcoin/

Blockchain: o que é e como funciona

No âmbito da moeda virtual Bitcoin, um blockchain é a estrutura de dados que representa uma entrada de contabilidade financeira ou um registro de uma transação. Cada transação é digitalmente assinada com o objetivo de garantir sua autenticidade e garantir que ninguém a adultere, de forma que o próprio registro e as transações existentes dentro dele sejam considerados de alta integridade.

A verdadeira mágica vem, contudo, através do fato dessas entradas digitais de registro serem distribuídas entre uma implantação ou infraestrutura. Esses nós e camadas adicionais na infraestrutura servem ao propósito de fornecer um consenso sobre o estado de uma transação a qualquer momento, pois todos esses nós e camadas têm cópias dos registros autenticados distribuídos entre eles.

Quando uma nova transação ou uma correção de transação existente é recebida, geralmente grande parte dos nós dentro de uma implementação de blockchain deve executar alguns algoritmos e, essencialmente, avaliar e verificar o histórico do bloco do blockchain individual que é proposto e, assim, chegar ao consenso de que o histórico e a assinatura são válidos, para depois permitir que a nova transação seja aceita no registro e um novo bloco seja adicionado à cadeia de transações. Caso a maior parte dos nós não reconheça a adição ou modificação da entrada de registro, tal entrada é negada e não é adicionada à cadeia. Esse modelo de consenso distribuído é o que permite que o blockchain funcione como um registro distribuído sem a necessidade de que uma autoridade central diga quais transações são válidas e (talvez mais importante) quais não são.

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De fato, o blockchain pode ser configurado para trabalhar de várias formas, utilizando mecanismos diferentes com o objetivo de alcançar um consenso sobre transações e, em particular, definir participantes conhecidos na cadeia e excluir todos os outros. O maior exemplo da utilização de blockchain, esse na área do Bitcoin, emprega um registro público anônimo no qual todos podem participar. Para utilizações mais privadas do blockchain entre um número menor de atuantes, muitas organizações estão empregando blockchains para controlar quem participa da transação.

A falta de exigência de uma autoridade central o torna um registro ideal e uma solução de determinação ideal para relacionamentos de afiliados que são geralmente feitos em uma condição de 50/50 ou igualitária sem a provisão de um árbitro ou gerente. Realmente, fazer com que computadores verifiquem transações e as definam elimina a necessidade de câmaras de compensação e outros agentes de compensação, fornecendo a exclusão do intermédio na organização de negócios e geralmente reduzindo custos, melhorando a velocidade com a qual transações podem ser feitas, verificadas, definidas e registradas.

As assinaturas e verificações digitais dificultam visualizar um cenário onde um atuante mal intencionado possa causar uma fraude e introduz problemas que são caros de remover e sanar. A integridade criptográfica de toda a transação pendente, como também o exame de múltiplos nós da arquitetura do blockchain, protege contra ameaças e utilização mal intencionadas da tecnologia. (Dito isso, é importante notar que essa proteção de segurança nunca foi amplamente testada no mercado. Embora forte em uma base teórica, restam dúvidas sobre o quão bem as proteções funcionarão na realidade da economia digital que vivemos hoje).

Em resumo, o conceito de blockchain funciona muito bem para o acompanhamento de como os recursos se movem através de uma cadeia de suprimento, através de certos fornecedores e fábricas até às linhas de transmissão e transporte para chegarem até suas localizações finais.

Obstáculos para o blockchain

O maior problema com a tecnologia blockchain, atualmente, é que ela é complexa de aplicar, principalmente porque, como é típico em projetos de código aberto, existem vários projetos, cada um com suas próprias equipes e ideais. Casar toda a funcionalidade em uma aplicação prática é difícil.

“A única coisa que me faz parar e pensar sobre o Blockchain é a comunidade que desenvolve o código”, conta Matt Reynolds, especialista de desenvolvimento de aplicativos com blockchain. “O Bitcoin é de código aberto, mas a equipe que o administra não se comporta da forma que você idealmente gostaria que mantenedores FOSS trabalhassem. Eles se comportam mais como uma equipe de software que ‘não responde a ninguém’, e isso não é bom para os que utilizam a implementação Blockchain do Bitcoin em seus projetos próprios”.

O que é o Hyperledger?

O Hyperledger é um projeto que tenta unificar todas as abordagens de código aberto do blockchain que existem atualmente. A meta? De acordo com a página oficial do Hyperledger, “o projeto está desenvolvendo um framework de blockchain de propósito geral que possa ser utilizado em vários setores da indústria, dos serviços financeiros, varejo, fabricação e mais”.

O que é significativo sobre esse projeto, em comparação com os inúmeros e diversos projetos de código aberto que estão espalhados pela internet, é a participação da indústria e de grandes nomes por detrás dele. De acordo com o projeto, os membros fundadores da iniciativa incluem ABN AMRO, Accenture, ANZ Bank, Blockchain, BNY Mellon, Calastone, Cisco, CLS, CME Group, ConsenSys, Credits, The Depository Trust & Clearing Corporation (DTCC), Deutsche Börse Group, Digital Asset Holdings, Fujitsu Limited, Guardtime, Hitachi, IBM, Intel, IntellectEU, J.P. Morgan, NEC, NTT DATA, R3, Red Hat, State Street, SWIFT, Symbiont, VMware e Wells Fargo.

As metas atuais do Hyperledger são as de combinar projetos em aplicações práticas de blockchain: o Rippled, um registrador distribuído publicamente escrito em C++ que lida com pagamentos entre diferentes moedas utilizando livros de ordem da Open Blockchain, da IBM, uma estrutura de baixo nível que implementa contratos inteligentes, recursos digitais, repositórios de registro, redes orientadas a consenso e a segurança criptográfica do Hyperledger, da Digital Asset, que é um servidor de blockchain pronto para implantação com uma API de cliente atualmente disponível para uso por parte de empresas de serviços financeiros. Ele funciona ao utilizar um registro de transação apenas de adição que é projetado para ser replicado entre múltiplas organizações separadas, todas sem um nexo de controle. (A empresa matriz, a Digital Asset Holdings, emprestou o nome registrado Hyperledger para o projeto de código aberto como parte de sua contribuição).

A gigante industrial da tecnologia IBM está contribuindo com centenas de milhares de linhas de código para o projeto Hyperledger enquanto deixa claro que acredita que a tecnologia aberta é a melhor forma de criar uma implementação verdadeiramente aplicável do blockchain para o mercado empresarial e de negócios atual. De fato, a IBM vê a tecnologia de blockchain e de registro como uma forma de deixar a internet mais ciente do comércio.

“Como uma iniciativa aberta e vasta, que inclui muitos especialistas diferentes da área do blockchain, o projeto Hyperledger avançará os padrões de blockchain abertos para utilização em muitas indústrias”, conta Jerry Cuomo, vice-presidente de blockchain da IBM. “Ao focar em uma plataforma aberta, não existe limite para os tipos de aplicações e frameworks que um dia serão criados com base nela”.

Claro que existem limites práticos para isso. “O problema com aplicações práticas do Blockchain é que é bem complexo de encontrar projetos que sejam genuinamente adequados”, conta Reynolds. “Existe muito do pensamento ‘Tenho um martelo, então isso precisa ser um prego’ com relação ao Blockchain. Ele é mais adequado para cenários onde os próprios dados são públicos, mas que você não quer precisar fornecer confiança explícita para entidades a fim de que atualizem os dados. Aplicações públicas ou regulatórias tendem a se adequar bem a isso”.

Dito isso, claramente existe um local para criação de um alicerce para comércio online distribuído baseado em registros na internet. Em uma nota na The Block Chain Conference, realizada em São Francisco, em fevereiro, o diretor Global de Ofertas de Blockchain da IBM, John Wolpert, disse que “precisamos evoluir a internet para deixá-la economicamente ciente, e essa internet não vai ser uma aplicação, ela será a estrutura”. Ele vê o Hyperledger como o projeto que está explorando a melhor versão dessas tecnologias, para construir essa estrutura.

Fonte: ComputerWorld

O que são Criptomoedas?

Criptomoedas

Uma Criptomoeda é uma forma de dinheiro digital, ou moeda virtual, desenvolvido para ser seguro e anônimo. Associadas à Internet, as criptomoedas utilizam criptografia forte para gerenciar transferências de valores e pagamentos. Não são controladas por bancos, governos ou outras instituições.

As criptomoedas usam tecnologia descentralizada para permitir que usuários realizem pagamentos seguros e enviem, recebam e armazenem dinheiro sem precisar usar seu nome ou passar por um banco ou outra instituição financeira, permitindo dessa forma a criação de Moedas Virtuais (Cryptocurrencies).

Moeda Virtual

O termo Moeda Virtual foi definido pelo Banco Central Europeu em 2014 como sendo:

Uma representação digital de valor que não é emitida nem por um banco central ou autoridade pública, e nem é necessariamente ligada a uma moeda fiat (fiduciária), mas é aceito por pessoas naturais ou legais como meio de pagamento e pode ser transferida, armazenada ou negociada eletronicamente.

Antes do surgimento da primeira criptomoeda descentralizada, o Bitcoin, algumas tentativas de implementar um sistema de moeda digital foram realizados, como por exemplo:

  • b-money: Sistema de pagamentos eletrônico distribuído e anônimo, proposto por Wei Dai em 1998.
  • bit gold: Moeda digital projetada por Nick Szabo em 1998.
  • Hashcash: Sistema baseado em funções de hash criptográfico, com algoritmo Proof-of-Work (PoW), proposto por Adam Back em 1997. O conceito de PoW foi reutilizado no processo de mineração de bitcoins posteriormente.
  • RPOW: Primeiro sistema de moeda baseado em PoW reutilizável, apresentado por Hal Finney em 2004. Hal Finney se tornou posteriormente o primeiro usuário de bitcoin após Satoshi Nakamoto, recebendo a primeira transação em bitcoin do próprio Nakamoto.

São baseadas em um registro digital (livro-caixa) distribuído chamado de blockchain, que é um registro de todas as transações em moeda virtual atualizadas e mantidas pela rede de detentores de moedas.

As criptomoedas são criadas por meio de um processo chamado de mineração, que envolve o uso do poder de processamento de computadores para resolver problemas complexos de matemática que validam as transações e geram moedas.

De acordo com a Universidade de Cambridge, há em 2017 entre 2,9 e 5,8 milhões de usuários distintos utilizando carteiras de criptomoeda, a maioria bitcoin.

Muitas centenas de criptomoedas foram criadas, algumas com duração muito curta, outras criadas apenas com propósitos fraudulentos,  outras ainda trazendo inovações tecnológicas adicionais e sendo negociadas ativamente nos mercados especializados.

Existem hoje, literalmente, centenas de criptomoedas disponíveis na Internet, das quais apenas um punhado é efetivamente negociada.

No geral, os mecanismos de funcionamento e princípios básicos de operação da maioria das criptomoedas são derivadas do protocolo original Bitcoin, com modificações mais ou menos extensas sendo adicionadas.

Alguns conceitos básicos de Criptomoedas

Dois conceitos importantes para o entendimento do funcionamento das criptomoedas são o conceito de Transação e o conceito de Endereço:

  • Endereço é uma string (conjunto) de caracteres que identifica uma carteira de criptomoedas e que permite realizar uma transação
  • Transação é o processo de transferir unidades monetárias de um endereço para outro, ou seja, enviar ou receber dinheiro ou efetuar um pagamento em criptomoeda. Esse processo dá origem ao Blocos de Transações.

As criptomoedas, como o famoso Bitcoin e ouras moedas relacionadas são baseadas em dois tipos distintos de estruturas de dados: Transações, que são agrupadas em Blocos.

Os blocos são encadeados usando hashes dos blocos anteriores na cadeia, formando uma estrutura de dados mais complexa autenticada chamada de Blockchain.

As transações e os blocos são distribuídas entre todos os nós participantes da rede por meio de um protocolo que roda sobre uma rede peer-to-peer (P2P).

Um novo bloco é adicionado ao blockchain se um nó na rede consegue fornecer uma “prova de trabalho” – Proof of Work (PoW) – para ele.

O algoritmo PoW age como um defesa contra ataques específicos e também permite que uma assinatura digital sem chave autentique os novos blocos, assim como o blockchain completo.

Se um nó não considerar um bloco como válido, então esse bloco não será adicionado ao blockchain.

As transações, dessa forma, ficam armazenadas de forma definitiva no bolckchain, imutável para sempre, e os usuários armazenam suas criptomoedas (na verdade, códigos que representam as criptomoedas) em softwares específicos denominados Carteiras (Wallets), que podem ser instaladas em um computador, smartphone, ou ainda serem hardwares especializados para armazenamento offline.

Nos próximos artigos vamos explorar mais a fundo o funcionamento técnico dessas tecnologias e mecanismos por trás das criptomoedas.

Outras criptomoedas – Altcoins

A principal criptomoeda em “circulação” atualmente é o Bitcoin, mas existem literalmente centenas de outras criptomoedas disponíveis. Classificamos essas outras moedas como “altcoins” (“alternative coins / moedas alternativas”) por serem alternativas à moeda dominante, que é o próprio bitcoin. Alguns exemplos de criptomoedas (altcoins) mais conhecidas estão listados a seguir:

  • Litecoin
  • BCash
  • Peercoin
  • Namecoin
  • Dash
  • Dogecoin
  • Ripple
  • Ethereum

Mais sobre altcoins: http://altcoins.com/

Fonte: Bóson Treinamentos em Tecnologia

Emissões de certificados ICP-Brasil seguem crescendo

A emissão de certificados digitais ICP-Brasil no mês de janeiro de 2018 foi de 328.061, número 18,57% superior ao mesmo período em 2017, quando emitidos 276.672. De fevereiro de 2017 a janeiro de 2018 foram emitidos 3.639.098 certificados, crescimento de 10,87% em relação ao mesmo período entre 2016 e 2017. Confira abaixo mais números para o mês de janeiro de 2018.

 

Histórico de emissões do mês de janeiro

2016: 220.835
2017: 276.672
2018: 328.061

 

Ranking das 10 Autoridades Certificadoras – ACs que mais emitiram certificados em janeiro de 2018

 

1ª AC SOLUTI MULTIPLA
Número de Certificados emitidos até janeiro de 2018: 61.901
Porcentagem referente ao total de certificados emitidos no ano: 18,86%

2ª AC CERTISIGN RFB

Número de Certificados emitidos até janeiro de 2018: 57.576
Porcentagem referente ao total de certificados emitidos no ano: 17,55%

3ª AC VALID RFB
Número de Certificados emitidos até janeiro de 2018: 31.802
Porcentagem referente ao total de certificados emitidos no ano: 9,69%

4ª AC SERASA RFB

Número de Certificados emitidos até janeiro de 2018: 27.885
Porcentagem referente ao total de certificados emitidos no ano: 8,49%

5ª AC SAFEWEB RFB

Número de Certificados emitidos até janeiro de 2018: 25.074
Porcentagem referente ao total de certificados emitidos no ano: 7,64%

6ª AC CNDL RFB

Número de Certificados emitidos até janeiro de 2018: 15.664
Porcentagem referente ao total de certificados emitidos no ano: 4,77%

7ª AC SERPRO RFB
Número de Certificados emitidos até janeiro de 2018: 15.442
Porcentagem referente ao total de certificados emitidos no ano: 4,70%

8ª AC OAB
Número de Certificados emitidos até janeiro de 2018: 12.958
Porcentagem referente ao total de certificados emitidos no ano: 3,94%

9ª AC ONLINE RFB
Número de Certificados emitidos até janeiro de 2018: 12.520
Porcentagem referente ao total de certificados emitidos no ano: 3,81%

10ª AC INSTITUTO FENACON RFB

Número de Certificados emitidos até janeiro de 2018: 11.898
Porcentagem referente ao total de certificados emitidos no ano: 3,62%

 

Ranking de emissões por tipos de Certificados

A1 Pessoa Jurídica: 153.690 (46,72%)
A1 Pessoa Física: 15.951 (4,84%)
A1 Equipamentos: 279 (0,84%)

A3 Pessoa Jurídica: 83.372 (25,34%)
A3 Pessoa Física: 75.635 (23,00%)
A3 Equipamentos: 1(-)

A4 Pessoa Física: – (-)

S1 Pessoa Física: – (-)
S3 Pessoa Jurídica: – (-)

T3: – (-)

Estrutura da ICP-Brasil

Atualmente, a ICP-Brasil é composta por:

16 Autoridades Certificadoras – ACs de 1º nível
82 Autoridades Certificadoras – ACs de 2º nível
8 Autoridades de Carimbo do Tempo – ACT
676 Autoridades de Registro – AR
2361Instalações Técnicas – IT
28 Prestadores de Serviço de Suporte – PSS
5 Prestadores de Serviço Biométrico – PSBIO

Sobre os comunicados de fraude/tentativa

Em janeiro de 2017 foram feitos 17 comunicados de fraudes. Desse total, foram aferidas 4 fraudes (0,0014% do total de certificados emitidos no ano) e 13 tentativas de fraudes.

No mesmo período de 2018 houve um aumento de 41,17% nos comunicados de fraudes, que subiram para 24. Porém, houve diminuição de 50% no número de fraudes efetivamente realizadas em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 2 (0,0006% do total de certificados emitidos no ano). Houve 22 as tentativas de fraudes, aumento de 69,23% em relação a 2017.

Fonte: ITI