5 pontos para entender o poder da criptomoeda Bitcoin

O “bitcoin” é um desses conceitos que todos conhecem, mas poucos sabem explicar com produndidade. Você sabe como essa criptomoeda é criada e como funciona?

 

Já faz um bom tempo que as criptomoedas mudaram a forma de administrar as transações eletrônicas. Nesse contexto, a bitcoin é cada vez mais popular e o seu valor é cada vez maior. No entanto, pouco a pouco, transformou-se em um desses conceitos que todos conhecem, mas poucos sabem explicar com profundidade. Você realmente sabe como a bitcoin é criado e como funciona?

A seguir, destacamos cinco perguntas e respostas para que você possa entender como esta criptomoeda funciona e por que tem revolucionado o mundo do dinheiro digital.

1. O que são as criptomonedas?

As criptomoedas são um tipo de moeda digital baseada na criptografia, pois usam esta técnica para regulamentar a geração de unidades monetárias e verificar a transferência de fundos, substituindo uma autoridade central.

Estão altamente relacionados com as matemáticas. Ao contrário das moedas tradicionais, que são impressas em forma de cédulas ou moedas e, geralmente, estão ligadas a bens físicos como o ouro. Uma criptomoneda é produzida pela resolução de problemas matemáticos baseados em criptografia.

2. O que é a bitcoin?

A bitcoin é a primeira criptomoeda descentralizada, ou seja, que não depende de nenhum governo ou instituição financeira para ter um valor no mercado.

A bitcoin foi criada em 2009 por Satoshi Nakamoto com o objetivo de realizar transações financeiras digitais entre pessoas sem a intervenção de um terceiro e que, além disso, pudesse ser segura, anônima e imediata em qualquer lugar do mundo.

Algumas das características mais importantes da bitcoins são:

  • Livre acesso: Qualquer pessoa pode ter uma bitcoin e participar da rede.
  • Transferências irreversíveis: Após serem realizadas, não podem ser desfeitas ou canceladas.
  • Anonimato: Não é necessária nenhuma identificação para participar da rede Bitcoin.
  • Controle total do dinheiro: Você pode usar o seu dinheiro livremente, sempre que quiser.
  • Código aberto: O código-fonte da Bitcoin sempre está disponível para todos.

3. Como as transações de bitcoins funcionam?

Embora a bitcoin não seja controlado por nenhum governo, pessoa ou instituiçãofinanceira, deve ter algo que lhe dá poder, confiabilidade e suporte. Para isso, milhões de pessoas (na realidade, computadores e servidores) são responsáveis ​​por manter a criptomoneda em funcionamento: verificam transações, possuem um registro comum de transações e fornecem segurança ao sistema.

Uma explicação muito simples do pesquisador Morgen E. Peck é pensar em bitcoin como um registro de contabilidade digital.

é um sistema protegido com criptografia, no qual todos usam as contas de todos

Imagine um grupo de pessoas em torno de uma mesa, cada uma na frente do seu laptop, e todos com acesso em tempo real ao mesmo registro contábil. Este registro leva em conta o número de bitcoins que cada um desses indivíduos tem em todos os momentos.

O saldo de cada conta é informação pública, e se um indivíduo deseja transferir fundos para quem estiver sentado a frente dele, deve anunciar essa transação para todos os que estão sentados na mesa. Uma vez anunciada a transação, todo o grupo a adiciona ao registro, para o qual é necessário que todos verifiquem a autenticidade da referida transação.

Em um sistema como este, a moeda não existe de forma física e, no entanto, um indivíduo não pode gastar mais de uma vez uma mesma moeda (caso tente realizar um duplo gasto será detectado e rejeitado por todos os outros).

A bitcoin funciona basicamente assim, exceto que os participantes sejam computadores distribuídos em uma red peer-to-peer global, e todas as transações possuam lugar entre endereços (carteiras) em vez de indivíduos, sem revelar quem são os respectivos proprietários.

A posse destes endereços é verificada através de certificados digitais baseados em algoritmos assimétricos, ou seja, através de um sistema de chave pública e chave privada.

Então, podemos dizer que a bitcoin é um sistema protegido com criptografia no qual todos usam as contas de todos.

4. O que é a mineração de bitcoins?

Minar bitcoins é o processo de investir capacidade de computação para processar transações, garantir a segurança da rede e conseguir com que todos os participantes estejam sincronizados.

O algoritmo bitcoin permite manter um registro coletivo de todas as transações através da rede. Este registro público e compartilhado entre todas as partes é conhecido como blockchain. Nesta cadeia, todas as transações são registradas com a data, hora, assinatura digital dos participantes e quantidade transferida.

No entanto, várias transações ocorrem ao mesmo tempo. Por isso, é necessário solicitar um pedido para manter o registro sincronizado e atualizado entre todos os pontos da rede. Para isso, cada vez que uma transação é produzida, todos os pontos da rede verificam se é viável e autêntica.

a mineração se torna algo difícil e requer maior poder de computação e tempo

A cada 10 minutos (aproximadamente), todos os pontos armazenam em um bloco as transações válidas recebidas. No entanto, nem todos os pontos adicionam estas transações no mesmo pedido, por isso, é necessário definir qual bloco será considerado como válido e adicionado ao registro (blockchain).

Para isso, todos os pontos da rede participam de um tipo de concurso. Consiste em encontrar o bloco que, adicionado a um número aleatório e aplicado a uma função criptográfica, resulte em um hash que cumpre com uma característica: ter uma certa quantidade de zeros à esquerda.

Uma vez que é impossível prever o resultado de uma função de hash, cada minerador deve calcular o hash para o seu bloco de transações somado ao número aleatório até que o resultado seja válido. A medida que aumenta o número de zeros requerido à esquerda para validar a informação, a dificuldade de encontrar um hash que atenda a esse requisito também aumenta.

Se pensarmos no funcionamento do blockchain, a mineração consiste em utilizar os recursos da CPU e da GPU para realizar esses cálculos matemáticos criptográficos, que consomem uma grande quantidade de processamento.

Cada vez que o cálculo de um bloco é resolvido e adicionado à cadeia, 12,5 bitcoins são distribuídos entre os mineiros que participaram na obtenção desse bloco. Desta forma, você obtém pontos motivados para trabalhar no processamento de transações e também introduzir novas moedas no mercado.

Embora o processo pareça simples, a criptomoneda é projetada de tal forma que a mineração se torna difícil e sua obtenção requer maior poder de computação e tempo.

5. Por que a bitcoin está relacionado com os cibercriminosos e o mercado negro?

A bitcoin hoje em dia pode ser usado para fazer compras exatamente como fazemos com o dinheiro comum. Por exemplo, você pode comprar passagens aéreas, eletrodomésticos, alimentos ou quase tudo que possa imaginar.

Além disso, é bastante útil para fazer transferências a qualquer lugar do mundo, sem ter que estar fazendo câmbio de divisas ou perdendo dinheiro em comissões para um intermediário.

Inclusive muitas empresas e organizações como Visa, Santander e até mesmo a Bolsa de Nova York têm investido em bitcoins e incentivam o seu uso.

Considerando o poder da bitcoin, onde as transações são anônimas e podem ser realizadas em qualquer parte do mundo, as atividades legais são facilitadas… mas também as ilegais.

Infelizmente, nos últimos anos, a bitcoin tornou-se muito popular como meio de pagamento para os resgates de ransomware e outros serviços no mercado negro.

No entanto, a finalidade da bitcoin não é facilitar as transações dos cibercriminosos, mas ser capaz de proporcionar à sociedade uma ferramenta segura e confiável para transferir dinheiro digital entre duas pessoas sem a necessidade de uma intervençãode terceiros.

Fonte: https://www.welivesecurity.com/br/2017/09/08/5-pontos-para-entender-o-poder-da-criptomoeda-bitcoin/

Blockchain: o que é e como funciona

No âmbito da moeda virtual Bitcoin, um blockchain é a estrutura de dados que representa uma entrada de contabilidade financeira ou um registro de uma transação. Cada transação é digitalmente assinada com o objetivo de garantir sua autenticidade e garantir que ninguém a adultere, de forma que o próprio registro e as transações existentes dentro dele sejam considerados de alta integridade.

A verdadeira mágica vem, contudo, através do fato dessas entradas digitais de registro serem distribuídas entre uma implantação ou infraestrutura. Esses nós e camadas adicionais na infraestrutura servem ao propósito de fornecer um consenso sobre o estado de uma transação a qualquer momento, pois todos esses nós e camadas têm cópias dos registros autenticados distribuídos entre eles.

Quando uma nova transação ou uma correção de transação existente é recebida, geralmente grande parte dos nós dentro de uma implementação de blockchain deve executar alguns algoritmos e, essencialmente, avaliar e verificar o histórico do bloco do blockchain individual que é proposto e, assim, chegar ao consenso de que o histórico e a assinatura são válidos, para depois permitir que a nova transação seja aceita no registro e um novo bloco seja adicionado à cadeia de transações. Caso a maior parte dos nós não reconheça a adição ou modificação da entrada de registro, tal entrada é negada e não é adicionada à cadeia. Esse modelo de consenso distribuído é o que permite que o blockchain funcione como um registro distribuído sem a necessidade de que uma autoridade central diga quais transações são válidas e (talvez mais importante) quais não são.

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De fato, o blockchain pode ser configurado para trabalhar de várias formas, utilizando mecanismos diferentes com o objetivo de alcançar um consenso sobre transações e, em particular, definir participantes conhecidos na cadeia e excluir todos os outros. O maior exemplo da utilização de blockchain, esse na área do Bitcoin, emprega um registro público anônimo no qual todos podem participar. Para utilizações mais privadas do blockchain entre um número menor de atuantes, muitas organizações estão empregando blockchains para controlar quem participa da transação.

A falta de exigência de uma autoridade central o torna um registro ideal e uma solução de determinação ideal para relacionamentos de afiliados que são geralmente feitos em uma condição de 50/50 ou igualitária sem a provisão de um árbitro ou gerente. Realmente, fazer com que computadores verifiquem transações e as definam elimina a necessidade de câmaras de compensação e outros agentes de compensação, fornecendo a exclusão do intermédio na organização de negócios e geralmente reduzindo custos, melhorando a velocidade com a qual transações podem ser feitas, verificadas, definidas e registradas.

As assinaturas e verificações digitais dificultam visualizar um cenário onde um atuante mal intencionado possa causar uma fraude e introduz problemas que são caros de remover e sanar. A integridade criptográfica de toda a transação pendente, como também o exame de múltiplos nós da arquitetura do blockchain, protege contra ameaças e utilização mal intencionadas da tecnologia. (Dito isso, é importante notar que essa proteção de segurança nunca foi amplamente testada no mercado. Embora forte em uma base teórica, restam dúvidas sobre o quão bem as proteções funcionarão na realidade da economia digital que vivemos hoje).

Em resumo, o conceito de blockchain funciona muito bem para o acompanhamento de como os recursos se movem através de uma cadeia de suprimento, através de certos fornecedores e fábricas até às linhas de transmissão e transporte para chegarem até suas localizações finais.

Obstáculos para o blockchain

O maior problema com a tecnologia blockchain, atualmente, é que ela é complexa de aplicar, principalmente porque, como é típico em projetos de código aberto, existem vários projetos, cada um com suas próprias equipes e ideais. Casar toda a funcionalidade em uma aplicação prática é difícil.

“A única coisa que me faz parar e pensar sobre o Blockchain é a comunidade que desenvolve o código”, conta Matt Reynolds, especialista de desenvolvimento de aplicativos com blockchain. “O Bitcoin é de código aberto, mas a equipe que o administra não se comporta da forma que você idealmente gostaria que mantenedores FOSS trabalhassem. Eles se comportam mais como uma equipe de software que ‘não responde a ninguém’, e isso não é bom para os que utilizam a implementação Blockchain do Bitcoin em seus projetos próprios”.

O que é o Hyperledger?

O Hyperledger é um projeto que tenta unificar todas as abordagens de código aberto do blockchain que existem atualmente. A meta? De acordo com a página oficial do Hyperledger, “o projeto está desenvolvendo um framework de blockchain de propósito geral que possa ser utilizado em vários setores da indústria, dos serviços financeiros, varejo, fabricação e mais”.

O que é significativo sobre esse projeto, em comparação com os inúmeros e diversos projetos de código aberto que estão espalhados pela internet, é a participação da indústria e de grandes nomes por detrás dele. De acordo com o projeto, os membros fundadores da iniciativa incluem ABN AMRO, Accenture, ANZ Bank, Blockchain, BNY Mellon, Calastone, Cisco, CLS, CME Group, ConsenSys, Credits, The Depository Trust & Clearing Corporation (DTCC), Deutsche Börse Group, Digital Asset Holdings, Fujitsu Limited, Guardtime, Hitachi, IBM, Intel, IntellectEU, J.P. Morgan, NEC, NTT DATA, R3, Red Hat, State Street, SWIFT, Symbiont, VMware e Wells Fargo.

As metas atuais do Hyperledger são as de combinar projetos em aplicações práticas de blockchain: o Rippled, um registrador distribuído publicamente escrito em C++ que lida com pagamentos entre diferentes moedas utilizando livros de ordem da Open Blockchain, da IBM, uma estrutura de baixo nível que implementa contratos inteligentes, recursos digitais, repositórios de registro, redes orientadas a consenso e a segurança criptográfica do Hyperledger, da Digital Asset, que é um servidor de blockchain pronto para implantação com uma API de cliente atualmente disponível para uso por parte de empresas de serviços financeiros. Ele funciona ao utilizar um registro de transação apenas de adição que é projetado para ser replicado entre múltiplas organizações separadas, todas sem um nexo de controle. (A empresa matriz, a Digital Asset Holdings, emprestou o nome registrado Hyperledger para o projeto de código aberto como parte de sua contribuição).

A gigante industrial da tecnologia IBM está contribuindo com centenas de milhares de linhas de código para o projeto Hyperledger enquanto deixa claro que acredita que a tecnologia aberta é a melhor forma de criar uma implementação verdadeiramente aplicável do blockchain para o mercado empresarial e de negócios atual. De fato, a IBM vê a tecnologia de blockchain e de registro como uma forma de deixar a internet mais ciente do comércio.

“Como uma iniciativa aberta e vasta, que inclui muitos especialistas diferentes da área do blockchain, o projeto Hyperledger avançará os padrões de blockchain abertos para utilização em muitas indústrias”, conta Jerry Cuomo, vice-presidente de blockchain da IBM. “Ao focar em uma plataforma aberta, não existe limite para os tipos de aplicações e frameworks que um dia serão criados com base nela”.

Claro que existem limites práticos para isso. “O problema com aplicações práticas do Blockchain é que é bem complexo de encontrar projetos que sejam genuinamente adequados”, conta Reynolds. “Existe muito do pensamento ‘Tenho um martelo, então isso precisa ser um prego’ com relação ao Blockchain. Ele é mais adequado para cenários onde os próprios dados são públicos, mas que você não quer precisar fornecer confiança explícita para entidades a fim de que atualizem os dados. Aplicações públicas ou regulatórias tendem a se adequar bem a isso”.

Dito isso, claramente existe um local para criação de um alicerce para comércio online distribuído baseado em registros na internet. Em uma nota na The Block Chain Conference, realizada em São Francisco, em fevereiro, o diretor Global de Ofertas de Blockchain da IBM, John Wolpert, disse que “precisamos evoluir a internet para deixá-la economicamente ciente, e essa internet não vai ser uma aplicação, ela será a estrutura”. Ele vê o Hyperledger como o projeto que está explorando a melhor versão dessas tecnologias, para construir essa estrutura.

Fonte: ComputerWorld

O que são Criptomoedas?

Criptomoedas

Uma Criptomoeda é uma forma de dinheiro digital, ou moeda virtual, desenvolvido para ser seguro e anônimo. Associadas à Internet, as criptomoedas utilizam criptografia forte para gerenciar transferências de valores e pagamentos. Não são controladas por bancos, governos ou outras instituições.

As criptomoedas usam tecnologia descentralizada para permitir que usuários realizem pagamentos seguros e enviem, recebam e armazenem dinheiro sem precisar usar seu nome ou passar por um banco ou outra instituição financeira, permitindo dessa forma a criação de Moedas Virtuais (Cryptocurrencies).

Moeda Virtual

O termo Moeda Virtual foi definido pelo Banco Central Europeu em 2014 como sendo:

Uma representação digital de valor que não é emitida nem por um banco central ou autoridade pública, e nem é necessariamente ligada a uma moeda fiat (fiduciária), mas é aceito por pessoas naturais ou legais como meio de pagamento e pode ser transferida, armazenada ou negociada eletronicamente.

Antes do surgimento da primeira criptomoeda descentralizada, o Bitcoin, algumas tentativas de implementar um sistema de moeda digital foram realizados, como por exemplo:

  • b-money: Sistema de pagamentos eletrônico distribuído e anônimo, proposto por Wei Dai em 1998.
  • bit gold: Moeda digital projetada por Nick Szabo em 1998.
  • Hashcash: Sistema baseado em funções de hash criptográfico, com algoritmo Proof-of-Work (PoW), proposto por Adam Back em 1997. O conceito de PoW foi reutilizado no processo de mineração de bitcoins posteriormente.
  • RPOW: Primeiro sistema de moeda baseado em PoW reutilizável, apresentado por Hal Finney em 2004. Hal Finney se tornou posteriormente o primeiro usuário de bitcoin após Satoshi Nakamoto, recebendo a primeira transação em bitcoin do próprio Nakamoto.

São baseadas em um registro digital (livro-caixa) distribuído chamado de blockchain, que é um registro de todas as transações em moeda virtual atualizadas e mantidas pela rede de detentores de moedas.

As criptomoedas são criadas por meio de um processo chamado de mineração, que envolve o uso do poder de processamento de computadores para resolver problemas complexos de matemática que validam as transações e geram moedas.

De acordo com a Universidade de Cambridge, há em 2017 entre 2,9 e 5,8 milhões de usuários distintos utilizando carteiras de criptomoeda, a maioria bitcoin.

Muitas centenas de criptomoedas foram criadas, algumas com duração muito curta, outras criadas apenas com propósitos fraudulentos,  outras ainda trazendo inovações tecnológicas adicionais e sendo negociadas ativamente nos mercados especializados.

Existem hoje, literalmente, centenas de criptomoedas disponíveis na Internet, das quais apenas um punhado é efetivamente negociada.

No geral, os mecanismos de funcionamento e princípios básicos de operação da maioria das criptomoedas são derivadas do protocolo original Bitcoin, com modificações mais ou menos extensas sendo adicionadas.

Alguns conceitos básicos de Criptomoedas

Dois conceitos importantes para o entendimento do funcionamento das criptomoedas são o conceito de Transação e o conceito de Endereço:

  • Endereço é uma string (conjunto) de caracteres que identifica uma carteira de criptomoedas e que permite realizar uma transação
  • Transação é o processo de transferir unidades monetárias de um endereço para outro, ou seja, enviar ou receber dinheiro ou efetuar um pagamento em criptomoeda. Esse processo dá origem ao Blocos de Transações.

As criptomoedas, como o famoso Bitcoin e ouras moedas relacionadas são baseadas em dois tipos distintos de estruturas de dados: Transações, que são agrupadas em Blocos.

Os blocos são encadeados usando hashes dos blocos anteriores na cadeia, formando uma estrutura de dados mais complexa autenticada chamada de Blockchain.

As transações e os blocos são distribuídas entre todos os nós participantes da rede por meio de um protocolo que roda sobre uma rede peer-to-peer (P2P).

Um novo bloco é adicionado ao blockchain se um nó na rede consegue fornecer uma “prova de trabalho” – Proof of Work (PoW) – para ele.

O algoritmo PoW age como um defesa contra ataques específicos e também permite que uma assinatura digital sem chave autentique os novos blocos, assim como o blockchain completo.

Se um nó não considerar um bloco como válido, então esse bloco não será adicionado ao blockchain.

As transações, dessa forma, ficam armazenadas de forma definitiva no bolckchain, imutável para sempre, e os usuários armazenam suas criptomoedas (na verdade, códigos que representam as criptomoedas) em softwares específicos denominados Carteiras (Wallets), que podem ser instaladas em um computador, smartphone, ou ainda serem hardwares especializados para armazenamento offline.

Nos próximos artigos vamos explorar mais a fundo o funcionamento técnico dessas tecnologias e mecanismos por trás das criptomoedas.

Outras criptomoedas – Altcoins

A principal criptomoeda em “circulação” atualmente é o Bitcoin, mas existem literalmente centenas de outras criptomoedas disponíveis. Classificamos essas outras moedas como “altcoins” (“alternative coins / moedas alternativas”) por serem alternativas à moeda dominante, que é o próprio bitcoin. Alguns exemplos de criptomoedas (altcoins) mais conhecidas estão listados a seguir:

  • Litecoin
  • BCash
  • Peercoin
  • Namecoin
  • Dash
  • Dogecoin
  • Ripple
  • Ethereum

Mais sobre altcoins: http://altcoins.com/

Fonte: Bóson Treinamentos em Tecnologia

Cliente tenta retirar US $ 20 trilhões no Crypto Exchange Glitch

Um erro do sistema em uma troca japonesa de cryptocurrency viu uma tentativa de usuário com uma enorme quantidade de bitcoin, de acordo com relatórios.

A troca da Zaif, operada pela Tech Bureau Corp. baseada em Osaka, viu a breve falha na semana passada, o que permitiu que os comerciantes fizessem compras de cripto gratuitamente, de acordo com a Reuters.

À medida que os clientes perceberam a situação, um número tentou aproveitar ao máximo a janela de 20 minutos para moedas gratuitas. Um, de acordo com o Asahi Shimbun, até colocou uma ordem de bitcoin no valor de 2.200 trilhões de ienes (US $ 20 trilhões) no momento; em seguida, movendo-se para rapidamente vendê-lo novamente.

A Tech Bureau Corp. anunciou ontem que o incidente ocorreu em 16 de fevereiro, detalhando que sete clientes haviam obtido criptografia a custo zero.

A empresa cancelou as transações e corrigiu os saldos dos usuários, indica Asahi. No entanto, uma fonte da Reuters sugere que a correção ainda está sendo negociada com um dos sete usuários que tentaram transferir o bitcoin gratuito longe da plataforma Zaif.

Como pelo menos um cliente tentou revender seu bitcoin, de acordo com Asahi, mas a grande quantidade de criptografia oferecida em breve chamou a atenção, mesmo fora da troca.

Um funcionário da Tech Bureau teria pedido desculpas pela falha e disse que a empresa tomaria medidas para evitar que tais problemas se repitam.

A notícia vem quando as trocas do Japão já estão sob pressão sobre os padrões técnicos depois que a troca de Coincheck sofreu um grande hack em janeiro.

Fonte: CoinDesk

RobinHood promete negociação de moedas digitais sem taxas

Já pensou em realizar transações de Bitcoin e Ethereum sem custos? A partir de fevereiro, esse desejo se tornará realidade com o lançamento do aplicativo de negociações RobinHood.

A novidade foi recebida com entusiasmo, afinal as taxas cobradas pelas corretoras de moedas digitais podem limitar o número de operações e sofrem com críticas constantes da comunidade.

A plataforma promete ainda rastrear o preço de uma série de outras criptomoedas, como o Ripple, Bitcoin Cash, Monero e Litecoin; verificar ETFs (fundos de índices comercializados como ações), além de checar outras opções de investimentos.

De acordo com o anúncio feito no blog da empresa, os depósitos de até US$ 1.000 serão disponibilizados instantaneamente para o trade de moedas digitais. Já os fundos adicionais serão transferidos na conta do usuário na ferramenta via sistema ACH.

A empresa espera que ao oferecer negociações com custo zero, o número de entusiastas de criptomoedas que apostam no serviço aumente exponencialmente e ultrapasse os 3 milhões.

Em entrevista à TechCrunch, o co-fundador da companhia, Vlad Tenev, comentou que o potencial desse mercado é infinito. “Acreditamos que as moedas digitais podem reorganizar a forma como o dinheiro funciona desde o início, colocando o poder que antes ficava com as instituições financeiras diretamente nas mãos das pessoas”.

Tenev afirmou ainda que a RobinHood não tem planos de lucrar com essa fatia de mercado em um futuro próximo, mas almeja conquistar mais clientes e servir melhor os que já acreditam em seus produtos.

Os prós da RobinHood

Sabendo que neste segmento uma fração de segundo pode significar a diferença entre lucro e prejuízo, a equipe da empresa construiu um sistema de negociação de baixa latência para receber as ordens e executá-las no menor tempo possível.

Os servidores da RobinHood transmitirão em tempo real os dados das negociações superando a espera de até 20 minutos na atualização das cotações como acontece em algumas corretoras.

A companhia também garante que avisará os clientes com antecedência sobre eventos importantes, como ganhos e dividendos, com alertas por e-mail e celular para que as informações os ajudem a saber se chegou a hora de vender ou adquirir criptomoedas.

Fonte:  Bitcoin Brasil

As criptomoedas que valorizaram mais que o bitcoin em 2017

2017 certamente foi o ano do bitcoin: a criptomoeda valorizou 1.318%, chegando a um valor de mercado de mais de US$ 250 bilhões e ganhando bastante atenção na mídia (e não apenas no nicho de tecnologia). Todos os seus tios perguntaram sobre o assunto no Natal. Ainda assim, considerando os principais ativos criptográficos do mercado, o bitcoin não ficou nem no top 10.

Foto por goodegg0843/Flickr

Quartz compilou uma lista dos ativos criptográficos que mais valorizaram em 2017. Esses ativos incluem tanto as criptomoedas, como o bitcoin e o ethereum, quanto os criptotokens, como o Ardor e o Golem, que funcionam por meio do blockchain e possuem valor, mas não foram criadas primariamente para servirem como moedas.

Como esperado, o ripple ficou em primeiro lugar: valorizou mais de 36 mil por cento em 2017, transformando-se na segunda criptomoeda mais valiosa do mundo, atrás somente do bitcoin. Ele é um pouco diferente das outras criptomoedas: não serve para fazer compras, é operado por uma empresa privada e não pode ser minerado; em vez disso, ele serve para instituições financeiras transferirem dinheiro globalmente.

Em termos mais simples, a alta de 36.018% do ripple significa que R$ 1.000 poderiam se transformar em R$ 3.611.800 em 12 meses. A valorização absurda do bitcoin em 2017 quase some no gráfico de comparação com o ripple:

Em seguida ficou o NEM, uma criptomoeda com foco em desempenho, que valorizou 29.042% no ano, seguido pelo Ardor (alta de 16.809%), uma plataforma que permite às empresas criarem seus próprios blockchains. O bitcoin fica em 14º lugar. Este é o ranking:

  1. Ripple: 36.018%
  2. NEM: 29.842%
  3. Ardor: 16.809%
  4. Stellar: 14.441%
  5. Dash: 9.265%
  6. Ethereum: 9.162%
  7. Golem: 8.434%
  8. Binance Coin: 8.061%
  9. Litecoin: 5.046%
  10. OmiseGo: 3.315%

Quando consideramos apenas as criptomoedas, o bitcoin fica na oitava posição:

  1. Ripple: 36.018%
  2. NEM: 29.842%
  3. Stellar: 14.441%
  4. Dash: 9.265%
  5. Ethereum: 9.162%
  6. Litecoin: 5.046%
  7. Cardano: 2.782%
  8. Bitcoin: 1.318%
  9. Bitcoin Cash: 513%
  10. IOTA: 501%

No momento, o valor de mercado dos 1,3 mil ativos criptográficos listados no CoinMarketCap é de US$ 712 bilhões — maior que o de grandes empresas de tecnologia, como Microsoft (US$ 665 bilhões), Amazon (US$ 578 bilhões) e Facebook (US$ 534 bilhões). Não há dúvidas de que as criptomoedas estão em uma boa fase; resta saber até quando essa febre vai durar.

Tecnocast 071 – Vale a pena investir em Bitcoin?

Não é por acaso que tanta gente vem falando sobre Bitcoin. A criptomoeda bateu recordes históricos em 2017, e muita gente acredita que ela não apenas continuará essa subida exponencial, como um dia poderá substituir a moeda que nós temos.

Fonte: Tecnoblog

Investidores de moedas digitais são estúpidos, diz político americano

O ex-diretor do Departamento de Gestão e Orçamento do governo dos Estados Unidos, David Stockman, afirmou em entrevista a CNBC que os investidores que apoiam as criptomoedas são “especuladores estúpidos”.

“É basicamente uma classe de especuladores realmente estúpidos que se convenceram que as árvores crescem para o céu. Isso ( o mercado de moedas digitais) vai sofrer um acidente espetacular. Todos os entusiastas ficarão com as mãos queimadas e aprenderão a lição adequada”.

O comentário nada simpático sobre a tecnologia inovadora vem em conjunto com uma perspectiva pessimista para o mercado de ações global com a previsão de uma “tempestade gigantesca e horrenda” no setor.

De acordo com o Stockman, todos os ativos e criptomoedas caíram em valor, o que significa que tempos difíceis virão.

Opiniões divergentes

Stockman já declarou mais de uma vez que acredita que o Bitcoin é uma bolha e que as criptomoedas não possuem valor intrínseco, o que dificultaria a possibilidade de que elas viessem a se tornar ativos “reais”.

No entanto, o investidor bilionário Mark Cuban diz que a falta de valor subjacente é verdadeira para qualquer ativo e moeda no mercado.

Segundo ele, mesmo as moedas fiduciárias que são totalmente controladas por governos em termos de oferta e demanda não contam com valor intrínseco, pois sua avaliação depende do mercado e do crescimento do interesse dos investidores.

Cuban sugere em um exemplo que se empresas, população e investidores optarem pela não utilização de um ativo, como o dólar, seu valor inevitavelmente cairá.

Em um evento realizado pela revista Vanity Fair no último mês de outubro, o bilionário ressaltou que na maioria das ações, não há valor subjacente, uma vez que você não possui direitos de propriedade verdadeiros e nenhum direito de voto. Os investidores só teriam a capacidade de comprar e vender seus próprios estoques e isso é exatamente o que acontece com o Bitcoin.

Além de não se dar por convencido com os argumentos dados por Cuban, David Stockman afirma que as moedas digitais não são dinheiro real porque suas transações não são estáveis.

Quem é Stockman?

O americano nascido no Texas tem 71 anos e é autor, empresário e político. Atuou na administração do presidente Ronald Reagan no cargo de diretor do Departamento de Gestão e Orçamento da casa Branca entre 1981 e 1985.

Fonte: Bitcoin Brasil

Rússia e Inglaterra anunciam moedas digitais próprias mas não dão detalhes de seu funcionamento

O ano “nem começou” direito e as mesmas “ladainhas” de 2017 também resolveram seguir no novo ano e, como não poderia faltar, diversos países continuam a anunciar a criação de suas próprias moedas digitais. O caso agora não é novo, pois ambas as nações já vinham comentando seus projetos, no entanto, tudo indica que a proposta é mesmo séria, e Rússia e a Inglaterra podem ter em 2018 suas moedas digitais, pelo menos é isso que afirmaram os lideres Vladimir Putin e o Dr. Mark Carney, Governador do Banco da Inglaterra.

No casso inglês, a RS Coin poderia ser a moeda usada pelos bancos centrais para liquidar pagamentos. Já no caso Russo, a idéia é para “driblar” sanções, segundo o Criptocoinews, a nação Transcontinental, pretende criar sua própria criptomoeda para escapar das sanções americanas e internacionais e com isso vencer obstáculos geopolíticos que estas acabam impondo, no entanto, como já adiantou o assessor econômico de Putin, Sergei Glazev, a circulação do Rublo criptográfico seria, de alguma forma, restrita e completamente supervisionado e controlada pelo Kremlin, sem, no entanto dar mais detalhes sobre o assunto. A moeda que, portanto, não poderia ser minerada, seria emitida pelo Banco Central da Rússia.

A ideia de Putin e do Banco Central Inglês não é nova e diversas nações pelo mundo, tem procurado formas ou anunciado que irão editar suas próprias moedas digitais, como é o caso de Israel, Venezuela, India, Estónia, Japão e tantas outras nações que, aturdidas com o sucesso das criptos em 2017, entendeu que também as moedas fiat nacionais precisariam de um “clone” digital, para os mais diversos fins, uns, entendem que para o varejo, outros para financiar projetos, outros para a segurança da nação e outros simplesmente para alguma coisa que não sabem explicar.

Parece, entretanto, que os chefes das maiores nações do mundo não entenderam realmente o funcionamento da Blockchain e o princípios mais básicos das criptomoedas e, por isso, não conseguem, ou não querem, responder as principais questões que são colocadas quando anunciam seus ‘criptofiats‘.

O primeiro questionamento é a devolutiva da principal critica que os próprios governos fazem aos ativos digitais, qual será o seu lastro? Para cada “CryptoRuble”, por exemplo, haverá um Ruble fiat guardado em algum banco para garantir o valor? A Rússia no caso, vai tirar de circulação a parte do dinheiro fiat correspondente ao CryptoRuble ou se trata da emissão de mais dinheiro?

Numa moeda controlada e emitida pelo Estado quem vai auditar sua circulação, como acontece na Blockchain, de forma descentralizada e open source? Elas terão um fornecimento máximo, transparente e a prova de falsificações ou depende de quem estiver no governo? quem vai controlar o código? qual a proteção que terá contra cyber ataques? Se ela terá uma circulação restrita, onde será? Como o governo vai garantir, já que se pretende transfronteiriças, que também elas não sejam usadas para lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo e demais delitos? Elas usaram uma blockchain própria para circular ou o Estado terá um grande servidor do dinheiro? Quem vai aceitar?

Essas e muitas outras são perguntas ainda em aberto e, mesmo depois de um ano de muitas publicações e anúncios de moedas digitais estatais, ainda nada foi revelado. Tudo indica que todos os projetos de criptomoedas de Estados não tem nada a ver com criptomoedas e sim com “Pontos do Cartão” ou “Milhagens”, também valem dinheiro, também podem ser compradas e usadas para compras diversas mas não tem nada a ver com criptomoeda ou qualquer coisa perto disso. O Estado que centralizar o que nasceu para ser distribuído.

Fonte: Criptomoedas Fácil